Acidente
na mão em estrutura do veículo.
Aproveitando
a última matéria do blog, Mãos
A Obra,
hoje vamos falar sobre um acidente ocorrido em uma concessionária no
ano de 2013. Um acidente simples, porém com bastante conteúdo para
ser discutido.
Ah,
como não é minha intenção afastar as pessoas do blog, não vou
postar as fotos do acidente.
O
acidente ocorreu com um mecânico. Ele estava executando uma
manutenção rotineira num veículo de passeio, basicamente estava no
fim, dando um aperto com a adequada chave numa peça próxima a
superfície do motor. A chave escorregou, o que fez com que o
mecânico se desequilibrasse para frente e sua mão foi lançada
à uma estrutura metálica fina que causou um corte de 12cm da base
do polegar até depois do punho. O corte até a metade foi
superficial e profundo na parte final. O colaborador recebeu os
primeiros socorros na empresa e foi encaminhado para um pronto
socorro, onde foi atendido imediatamente, levou pontos e recebeu um
atestado de 10 dias.
Pronto!
Agora vamos às entrelinhas:
Primeira
observação:
Vamos falar da importância dos primeiros socorros. Nesse acidente o
corte sangrou muito, a ponto de sujar o chão, a farda e o carro. Por
isso quem passava por perto se preocupou em buscar algo para estancar
logo o sangue. Porém, erroneamente, a pessoa usou papel toalha. Você
já deve ter imaginado o que ocorreu. O papel encharcou, uns pedaços
se desprenderam e grudaram no ferimento. Um cipista socorrista viu a
cena e providenciou um pano limpo para estancar o sangue com sucesso.
Eis a importância do conhecimento de primeiros socorros, pois a
empresa tinha tudo disponível para a situação. Um socorro errado
pode agravar a situação do acidentado. Minutos depois no
atendimento do hospital, o médico teve que tirar na pinça pedaço
por pedaço do papel toalha que ficou na parte mais funda do
ferimento. Dor! Muita! Que poderia ser evitada.
Segunda
observação:
“Ah,
Behrens, mas também as pessoas não gostam de usar EPI!”.
Observação errada, jovem! Este colaborador especificamente era um
exemplo, usava tanto EPI que parecia um astronauta e inclusive usava
luva de nylon no momento do acidente. Conceito básico em segurança
do trabalho: EPI não evita o acidente, mas minimiza o dano. Como
citei, parte do corte foi superficial e a outra parte foi profunda. E
isso se deve ao uso da luva que reduziu o dano na parte da mão em
que ela cobria. Se ele fosse um funcionário desleixado certeza que a
lesão seria pior.
Terceira
observação:
O acidentado tinha na época um pouco mais de 10 anos de carreira, o
que nos mostra que acidentes do trabalho não ocorrem só com
novatos, inexperientes ou desavisados. O profissional seguiu todos os
processos operacionais, acatou as medidas de segurança, estava
focado no serviço, mas com um deslize se acidentou.
O
mais importante é que depois dos 10 dias de atestado o colaborador
voltou sem nenhuma sequela, sem medo e ainda sendo o mesmo
funcionário prevencionista de sempre.
Pense
seguro, aja seguro e seja seguro!
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