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#02 - Acidente na mão em estrutura de veículo


Acidente na mão em estrutura do veículo.
Aproveitando a última matéria do blog, Mãos A Obra, hoje vamos falar sobre um acidente ocorrido em uma concessionária no ano de 2013. Um acidente simples, porém com bastante conteúdo para ser discutido.
Ah, como não é minha intenção afastar as pessoas do blog, não vou postar as fotos do acidente.
O acidente ocorreu com um mecânico. Ele estava executando uma manutenção rotineira num veículo de passeio, basicamente estava no fim, dando um aperto com a adequada chave numa peça próxima a superfície do motor. A chave escorregou, o que fez com que o mecânico se desequilibrasse para frente e sua mão foi lançada à uma estrutura metálica fina que causou um corte de 12cm da base do polegar até depois do punho. O corte até a metade foi superficial e profundo na parte final. O colaborador recebeu os primeiros socorros na empresa e foi encaminhado para um pronto socorro, onde foi atendido imediatamente, levou pontos e recebeu um atestado de 10 dias.
Pronto! Agora vamos às entrelinhas:
Primeira observação: Vamos falar da importância dos primeiros socorros. Nesse acidente o corte sangrou muito, a ponto de sujar o chão, a farda e o carro. Por isso quem passava por perto se preocupou em buscar algo para estancar logo o sangue. Porém, erroneamente, a pessoa usou papel toalha. Você já deve ter imaginado o que ocorreu. O papel encharcou, uns pedaços se desprenderam e grudaram no ferimento. Um cipista socorrista viu a cena e providenciou um pano limpo para estancar o sangue com sucesso. Eis a importância do conhecimento de primeiros socorros, pois a empresa tinha tudo disponível para a situação. Um socorro errado pode agravar a situação do acidentado. Minutos depois no atendimento do hospital, o médico teve que tirar na pinça pedaço por pedaço do papel toalha que ficou na parte mais funda do ferimento. Dor! Muita! Que poderia ser evitada. 
Segunda observação: “Ah, Behrens, mas também as pessoas não gostam de usar EPI!”. Observação errada, jovem! Este colaborador especificamente era um exemplo, usava tanto EPI que parecia um astronauta e inclusive usava luva de nylon no momento do acidente. Conceito básico em segurança do trabalho: EPI não evita o acidente, mas minimiza o dano. Como citei, parte do corte foi superficial e a outra parte foi profunda. E isso se deve ao uso da luva que reduziu o dano na parte da mão em que ela cobria. Se ele fosse um funcionário desleixado certeza que a lesão seria pior.
Terceira observação: O acidentado tinha na época um pouco mais de 10 anos de carreira, o que nos mostra que acidentes do trabalho não ocorrem só com novatos, inexperientes ou desavisados. O profissional seguiu todos os processos operacionais, acatou as medidas de segurança, estava focado no serviço, mas com um deslize se acidentou.
O mais importante é que depois dos 10 dias de atestado o colaborador voltou sem nenhuma sequela, sem medo e ainda sendo o mesmo funcionário prevencionista de sempre.
Pense seguro, aja seguro e seja seguro!

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BEM VINDOS! Olá! Bem vindos ao Blog do projeto SSTMA COLABORA, destinado à produção de conteúdo em segurança e saúde do trabalho e meio ambiente. Aqui serão postados: Estudos de caso ; Relato de acontecimentos reais ; Criação de conteúdo próprio ; Interpretação das NRs e suas aplicações neste ramo ; Investigação de acidentes do trabalho ; Outros tópicos relevantes . Sou Gabriel Behrens, Técnico em Segurança do Trabalho (2008) e Gestor Ambiental (2016), atuo desde 2013 no ramo de manutenção automotiva e pretendo acrescentar conhecimento aos que se interessam pelo setor. Criei quase do zero a política de segurança e saúde do trabalho e meio ambiente de algumas dessas empresas e senti uma grande necessidade de criar algo para este ramo, que tem maior foco em vendas de produtos e serviços, como qualquer comércio, mas que também possui riscos para os trabalhadores e prestadores de serviços, e fazer também com que os profissionais da área possam ter um olhar mais atento e prevenc...