Lixo
não! Resíduo...
O
que a separação correta dos resíduos tem a ver com a segurança do
trabalhador.
Certificação
ISO, leis municipais, estaduais e federais, exigência dos clientes,
responsabilidade social e ecológica e a própria redução de
custos. Esses são os principais fatores que levam as empresas a
implantarem a coleta seletiva. E pode até não parecer, mas o
gerenciamento dos resíduos pode afetar positiva ou negativamente a
segurança dos funcionários.
O
que vai dar todas as diretrizes sobre resíduos nas concessionárias
e o Programa de Gerenciamento de Resíduos Sólidos – PGRS,
documento elaborado por profissional da área ambiental que sugere
modelos de acondicionamento temporários e permanentes, treinamentos
necessários e alterações nos procedimentos operacionais.
“Sim,
Behrens, e a segurança do trabalho nisso?”
Para explicar isso da melhor forma possível vou separar os
principais tipos de resíduos gerados em manutenção de veículos que interessam para a segurança do trabalho. Segue:
Resíduos
classe I – Perigosos: Consideram-se
assim aqueles que estão contaminados de óleo, ou o próprio óleo
usado. Em oficinas facilmente encontramos resíduos perigosos
nas mecânicas e de funilaria e pintura. Se houver em outro
local, tem alguma coisa errada. Eles são gerados basicamente pelas
operações de manutenção veicular, como trocas de óleo, pintura,
lavagem dos tanques de combustível e até a higienização simples. Fazendo
a separação correta desse tipo de resíduo mantemos o ambiente mais
limpo, isento de contaminação (sim, zero óleo numa oficina) e com
diminuição dos riscos de acidentes, como chão escorregadio, e
possíveis doenças do trabalho.
Resíduos
classe II – Não perigosos:
Aparentemente sem riscos, a separação e até o armazenamento
inadequados podem trazer alguns riscos. Por exemplo, sucatas
metálicas que são geradas pelos serviços de funilaria e pintura se
forem acondicionadas a céu aberto podem acumular água de chuva, e
eu creio que não seja mais novidade pra ninguém dos riscos que a
água parada pode causar.
Outro
risco são os resíduos orgânicos. Os que são gerados no refeitório
das empresas geralmente não oferecem riscos, mas aqueles lanches rápidos que acabam deixando restos como casta de banana, de maçã,
iogurte no fundo do frasco, quando são descartados em lixeiras que
não são destinadas para isso, podem sofrer com a demora da coleta
fazendo com que esse material descartado atraia moscas, baratas,
ratos e outros vetores de doenças. Ou seja, se os resíduos
orgânicos forem descartados em tonéis de resíduos perigosos, que
tem sua coleta quinzenal, esse material ficará durante esse período
sem o acondicionamento correto.
Por
esses motivos que temos que aplicar bastante empenho em fiscalização
e treinamento, principalmente para o pessoal de vendas e
administrativo. O pessoal de serviços, já sabe que o material
perigoso gerado pelo trabalho dele, já tem destino certo. Mas os
outros, que não estão expostos a grandes riscos acabam não
atentando para a importância da correta separação e, falando agora
da questão ambiental, acaba atrapalhando até a reciclagem desses
materiais, pois os papéis que seriam reciclados agora estão sujos
de iogurte e recheio de bolo.
Pra
finalizar, essa é a importância da consultoria em segurança do
trabalho em empresas que possuem manutenção veicular, enxergar além de risco óbvio, prever
tudo que poder dar errado com uma simples situação. Jogar uma maçã
na lixeira errada pode atrair rato e de brinde uma doença pra
alguém. Descartar um para-choque no pátio pode fazer alguém ficar
com dengue. Isso é difícil de ser percebido e fácil de ser
negligenciado. Vamos lembrar que, por lei, somos responsáveis por
nosso resíduo desde sua geração até o destino final.
Pense
seguro, aja seguro e seja seguro!


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