Mãos
a obra!
Proteção
para as mãos no setor de serviços em concessionárias.
As mãos costumam ser a parte do corpo mais atingida em acidentes de trabalho, obviamente por ser com elas que os serviços são feitos na maioria das vezes. Não é a toa que ouvimos com frequência os termos “mãos a obra” ou “meter a mão na massa”. Estatísticas do Anuário Estatístico da Previdência Social – AEPS apontam que 40,79% dos acidentes de trabalho ocorridos no ano de 2017 foram nos membros superiores e que nesses, quase 60% são no punho e mão. Com essas estatísticas podemos afirmar que as mãos devem receber uma atenção maior no trabalho.
Em
uma concessionária podemos encontrar algumas fontes de riscos de
acidentes para as mãos dos colaboradores. Nos setores em que elas
mais ocorrem são as oficinas mecânicas, oficinas de funilaria e
pintura e estoque de peças. Eu separei as que sempre me chamaram
atenção na lista abaixo:
-
Materiais cortantes: Vou dar o exemplo do estilete, muito usado nos almoxarifados. Em condições normais não costumam causar acidente, mas quem nunca viu um desses todo remendado?! Esses sim podem soltar partes causar um acidente nas mãos.
-
Materiais pesados: Caixa de marcha! Pesadelo da segurança do trabalho na oficina mecânica. Tanto que geralmente são necessários 04 mecânicos pra realizar o encaixe. Uma falha na comunicação pode um erro na movimentação e aprisionar a mão de alguém.
-
Carregamento inadequado: Tanto melo “mal jeito” no carregamento, quanto pela queda do objeto, pode levar a um acidente com pés e mãos.
-
Materiais quentes: Raro, porém existente. A água do radiador fervendo, por exemplo, se não for dado o prazo para o esfriamento podem ser causadas queimaduras leves.
-
Ferramentas improvisadas: Estas podem fazer com que a firmeza do serviço, muitas vezes necessária, falhe. Essa situação em serviços de mecânica pode fazer a mão escorregar e alguma estrutura pode levar a uma lesão.
-
Partes móveis: O básico da segurança do trabalho com máquinas e equipamentos. Partes móveis sem proteção são um convite a um acidente grave. A cabines de pintura, por exemplo, devem ter todas as suas partes móveis (turbina, correia e etc.) protegidas.
- “Movimento ninja”: O reflexo. Um material em queda e o colaborador tentando pegar no ar. Parece legal, mas já vi isso acontecer com chapas finas, vidro e tesouras.
- Desatenção: O óbvio! Todo serviço deve ser feito com atenção para que tudo esteja sob sua perfeita análise de risco.
- Adornos: Essa é uma guerra. Os profissionais de peças e serviços demoram a entender os riscos gerados por uso de anéis, correntes, brincos e relógios. Tanto causar um acidente, quanto agravá-lo. Costumo pedir pra que tirem todos os adornos antes de começar o trabalho e não esquecer de colocar a aliança no dedo antes de chegar em casa (Não quero levar a culpa pela possível briga!).
Não
é só de risco de acidente que viverá a prevenção! Existem as
doenças ocupacionais, que também podem ser adquiridas pelas mãos.
A falta do uso das diversas luvas que são oferecidas numa
concessionária pode levar a problemas na pele ou no sangue por conta
do contato com combustíveis, óleos tintas e poeira.
PAUSA!!!
Para chamar a atenção sobre o trabalho com pneus:
Proibição de executar qualquer serviço com manuseio dos pneus sem
luvas. Os pneus passam por cima de ruas sujas, animais mortos,
esgotos, fezes e urinas de animais... Sem condições de mãos
desprotegidas neles.
Existe
a justificativa por parte principalmente dos profissionais da oficina
mecânica de não usar luvas por conta da necessidade do tato no
manuseio de pequenas peças. Plausível! Mas para isso que já foi
criada a luva química. Uma espécie de pasta que recobre a mão e a
protege da sujeira, mas não dos cortes.
Pra
finalizar, abaixo segue a lista dos principais tipos de luvas que
podem ser encontrados em uma concessionária:
-
Luva de nylon: Usada por quase todos os funcionários de serviços, é a melhor opção para proteger e manter o tato, mas não é boa no manuseio de óleos e combustíveis.
-
Luva de pano pigmentada: Uso preferencialmente no estoque de peças, já que é ótima na aderência dos objetos movimentados. A aderência também ajuda a trabalhar com lixa nas superfícies.
-
Luva de látex: Óleos e combustíveis não ultrapassam esse material, tirando do colaborador o risco de contaminação.
-
Luva de vaqueta: Por ter o cano longo é boa para os alinhadores, evitando que os pneus sujem seus punhos.
-
Luva de raspa: Unicamente para os serviços de solda e acompanham o kit completo de segurança do soldador.
-
Luva química: Solução para os serviços que precisão de tato.
Fazer
com que o colaborador entenda que sem suas mãos não há trabalho e
sem trabalho não há sustento, é um desafio. Mesmo que ele se
afaste pelo INSS e receba os benefícios da previdência, o
psicológico do acidentado é bastante afetado. A depender da
gravidade do acidente, sua utilidade na família e na sociedade pode
ser alterada e pode ser desesperador não se adaptar a isso.
Previnam-se e não será necessário descobrir isso.
Pense
seguro, aja seguro e seja Seguro!




Muito bom o conteúdo do texto, vc realmente é um profissional com capacidade extra...serei eterno seguidor...continue colaborando com nossa área, assim ficaremos sempre atualizados com o que há de mais novo em sstma. Abraço.
ResponderExcluirElogios seus são bons demais! Quero textos seus aqui também, meu brother!!!
Excluir